quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Encontro de Gestantes

Hoje teremos mais um encontro de gestantes para troca de experiências e de dúvidas!
Venha participar você também!
Local: Núcleo de Yoga - Rua Domingos Fernandes, 66 Trujillo (Sorocaba)
Horário 19:30
Te espero por lá!!!
Beijo

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Resposta à uma mulher

O artigo que compartilho com vocês abaixo foi extraído do site: www.partocomprazer.com.br e escrito pela obsteriz e doula Ana Cristina Duarte. Este belíssimo texto foi escrito à uma mulher que contou que seu primeiro filho havía nascido de cesárea e quando grávida novamente ela resolve batalhar pelo parto normal. Seu marido indignado a questiona "Por que escolher um caminho tão difícil? Que diferencia faz?". Ana Cristina responde a esta mulher.
"Se o meu marido me perguntasse isso, eu diria…
Porque esse é o meu último filho e eu preciso experimentar o que o meu corpo pode. Quero sentir meu filho passando através da minha bacia, abrindo meus ossos, fazendo-os quase quebrarem pela força dele dentro de mim. Quero sentir meu filho descendo e encaixando a cabeça nas minhas entranhas, milímetro a milímetro, como se estivéssemos dançando um tango emocionante, em que cada passo fosse totalmente calculado para um resultado perfeito. Quero sentir minhas mucosas cedendo espaço e esquentando a cada contração, quero sentir meu filho saindo pelo mesmo lugar por onde entrou. Quero me sentir mais perto de Deus ao ser capaz de produzir uma vida e colocá-la de forma segura neste mundo.
Quero sentir meu útero se contraindo com força, porque sou mulher e me sinto muito orgulhosa de poder gerar, gestar, parir e alimentar uma criança. Se eu não vim ao mundo para isso, então não sei exatamente o que vim fazer aqui. Quero sentir cada contração como se fosse o sopro de Deus direto para dentro do meu corpo, fazendo todas as minhas células tremerem com a energia desse evento. Quero que meu filho sinta cada uma dessas contrações como se fosse um abraçoforte que dou nele, como se Deus pessoalmente o estivesse embalando.
Quero que ele perceba que algo importante e grandioso está para acontecer navidinha dele. Quero que confie em mim para o resto da vida como sendo aquela pessoa que lhe deu a vida e o colocou em segurança para fora do finito espaço uterino. Quero que confie nele mesmo para sempre e saiba que com esforço e perseverança pode conseguir o que quiser. Quero que saiba que eu e ele juntos, com o apoio do pai dele e a torcida do irmão, podemos tudo. Que não há limitação para a nossa força.
Quero provar a mim mesma que sou uma pessoa capaz, que meu corpo não é meuinimigo. Pelo contrário, é meu amigo, meu companheiro, meu templo e meu porto seguro. Quero recuperar tudo o que perdi e o que me roubaram quando tive bebê pela primeira vez. Quero me sentir poderosa, forte, vitoriosa, criativa, emotiva, grande, bonita – durante o parto e para sempre.
Quero que meu filho nasça e venha imediatamente para o meu colo, os meus braços, os meus lábios, as minhas mãos, os meus peitos. E para isso preciso ter um parto natural. Quero que meu filho nasça em paz, sem dor, sem ser arrancado das minhas entranhas porque eu não me esforcei o suficiente.

Quero que, se as intervenções forem necessárias, só o sejam porque eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para evitá-las. Quero que meu filho nasça livre de drogas, e que assim permaneça por toda a vida. Para que possa sempre sentir a beleza da vida de cara limpa, de pele limpa, de olhos limpos. Quero que ele se sinta calmo e seguro por estar sempre nos braços meus ou seus, ouvindo minha voz ou a sua, e não fique sozinho chorando num berço aquecido, sem um único som familiar para se acalmar.
Quero me sentir mais capaz quando tudo isso terminar. Uma bruxa, uma deusa, uma sacerdotisa do meu templo particular. Quero sentir minhas entranhas se abrirem e desabrocharem dando uma vida nova a essa criança. Quero sentir a dor, a ardência, o tremor, o prazer e a glória de parir. Quero me sentir mulher."
______________________________________

Ana Cristina Duarte é obstetriz pela USP Leste e coordenadora do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), em São Paulo.
May 06, 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mudança de Hábito - Episiotomia

Mais um artigo sobre Episiotomia. Porque eu insisto neste tema? Por que muitas mulheres não tem a menor idéia de que isso é DESNECESSÁRIO!!! E elas precisam de mais informações sobre o assunto. O texto que compartilho com vocês desta vez foi escrito por Kátia Stringueto. Boa Leitura!
Mudança de Hábito


Muitas mulheres nem sabem o nome dessa cirurgia, mesmo quando a ela foram submetidas. Trata-se da episiotomia, corte feito no parto normal para apressar o nascimento do bebê. Acontece que esse procedimento, quase sempre, é desnecessário.

Praticada em cerca de 80% dos partos, quando o ideal seria em 20%, a incisão está na mira das autoridades de saúde desde que a Medicina Baseada em Evidências provou que, na maioria dos casos, não protege nem a mãe nem o bebê. Ao contrário, seria responsável por um número maior de infecções pós-operatórias, hemorragias e até rebaixamento da bexiga.

Esse último seria um dos fatores que levam à incontinência urinária na maturidade e ocorre porque o obstetra dificilmente consegue recompor a região pélvica como antes. É mais um motivo para acabar com o vício da episiotomia.

Todo mundo sabe o quanto é difícil sair da rotina. Mesmo que seja para melhor. Em se tratando de medicina, a mudança de paradigmas é ainda mais complicada quando enfrenta a resistência dos próprios médicos.

E a episiotomia, introduzida na obstetrícia em 1742, entra como um desses hábitos duros de mudar. A incisão no períneo, grupo de músculos que vai da vagina ao ânus, seria uma forma de ampliar a abertura vaginal facilitando a saída do bebê durante o parto normal. Há até uma intenção nobre nesse procedimento. O corte, controlado, poderia ser bem suturado recompondo a musculatura local e evitando uma laceração brusca, irregular e, portanto, de difícil correção.

Parecia bom, mas a prática não comprovou a teoria e estudos recentes apontam um aumento no risco de trauma, infecções, hematoma e dor, além de maior tendência à incontinência urinária entre as parturientes que passaram pela cirurgia. "Não existe o efeito protetor que todos imaginávamos. Não é porque se fez episiotomia que a mulher não ficará com a vagina dilatada ou com a bexiga baixa", diz Eduardo de Souza, chefe do centro obstétrico do Hospital São Paulo.

Diante desses resultados, a tendência mundial é restringir o uso da episiotomia. No Brasil, uma campanha nesse sentido começou no ano passado. Há dois benefícios relevantes: primeiro, não se faz o corte na mulher (que implica uso de anestesia e risco de infecção), e, segundo, mantém-se a musculatura perineal íntegra, já que nem sempre o obstetra consegue recompor o assoalho pélvico como antes, o que pode facilitar o afrouxamento da região e rebaixamento da bexiga, levando à incontinência urinária.

Curioso é que, mesmo com todas essas vantagens, a maioria dos obstetras ainda realiza o procedimento como quem cumpre um ritual. Basta o parto demorar um pouco e pronto. Falta paciência e, pior, falta esclarecimento.
"A postura moderna é que se use a episiotomia seletiva, quando o bebê é muito grande e está forçando a região do períneo, por exemplo. Ou quando a musculatura da mulher é muito rígida. Nesse caso, uma ruptura no local poderia ser tão extensa que chegaria até o ânus", esclarece Eduardo de Souza.

A inexperiência poderia até justificar que se fizesse a episiotomia antes de se ter certeza de que a musculatura perineal não vai suportar a passagem do bebê.

Não é bem o caso. A maior resistência à mudança de rotina obstétrica vêm dos médicos mais antigos. Às vezes, por uma questão de puro vício.

"Lembro de uma médica que pedia para que lhe segurassem as mãos a fim de evitar que praticasse a episio, como também é conhecida no meio médico", disse a antropóloga americana Robbie Davis-Floyd em visita à São Paulo à convite do Distrito de Saúde de Campo Limpo da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

A antropóloga informou que nos Estados Unidos, apesar de estar em queda, a operação ainda ocorre em 80% a 90% dos partos normais de primíparas (grávidas do primeiro filho). No Hospital São Paulo o índice é um pouco inferior: 70%. Mas ainda muito acima do desejável quando se sabe que cerca de 20% a 30% dos partos normais necessitam de episiotomia.

Norma sem sentido

O quadro é semelhante a outro hospital conveniado ao Complexo Unifesp/SPDM, o Hospital Estadual de Diadema. Lá, de cada sete partos normais realizados por dia, cerca de cinco incluem o procedimento.

Já é um avanço quando se lembra que antigamente fazia-se episiotomia em todas as mulheres. "Era uma norma sem sentido", diz o obstetra Levon Badiglian Filho, plantonista. "O médico ainda faz a incisão meio que no piloto automático para ajudar a criança a nascer mais rápido. Mas fazer nascer mais rápido não significa fazer nascer melhor."

É essa consciência que se espera do médico. Abreviar o parto quando necessário, se o bebê está em sofrimento. Mas manter a integridade do corpo da mulher sempre que possível. O abuso da episiotomia remete a outra questão importante:
como o parto é conduzido.
Dar à luz na posição inclinada - e não deitada - facilita o nascimento e diminui a episio. Quanto ao medo de lesões, vale saber: "As lesões que se pode causar à mulher ao cortar-se o músculo perineal, entre a vagina e o ânus, são piores do que as pequenas lacerações", diz a enfermeira obstetra Ana Cristina d'Andretta Tanaka, do Departamento de Saúde Materno Infantil da Faculdade de Saúde Pública da USP. Pela experiência de atendimento no Hospital de Itapecerica da Serra, em São Paulo, a enfermeira observou que 50% dos partos normais acabam não tendo laceração alguma.

"Na outra metade, a maior parte sofreu lacerações superficiais, de primeiro e segundo grau. Rupturas de terceiro grau, que são um pouco mais profundas, aconteceram em 5% das parturientes, enquanto que nenhuma apresentou laceração grave", conta.

domingo, 26 de julho de 2009

A Falácia da Episiotomia

Divido com vocês um maravilhoso texto sobre a Episiotomia. O que este texto tem de bom? Bem, ele apresenta uma análise geral das literaturas sobre o tema. Embora seja um texto bastante longo, vale muito a pena a leitura. Parabéns ao autor o Ginecologista e Obstetra de Curitiba Dr. Carlos Miner Navarro.

A FALÁCIA DA EPISIOTOMIA
É melhor um corte linear do que uma rotura irregular, a episiotomia protege o períneo da mulher e o cérebro do bebê. Esta é resumidamente a falácia da episiotomia.

Falácia: qualquer enunciado ou raciocínio falso que entretanto simula a veracidade, sofisma.
Sofisma: argumentação que aparenta verossimilhança ou veridicidade, mas que comete involuntariamente incorreções lógicas.
Ou seja, parece mas não é.

Episiotomia é um corte realizado no períneo, para ampliar o canal do parto. A primeira citação sobre episiotomia na literatura médica foi em 1810 (há diferentes versões para esta data), demorou quase 100 anos para ser aceita pelos médicos e é hoje a cirurgia mais realizada no mundo.

Na década de 1920 um influente médico americano John B. De Lee afirmava que a episiotomia deveria ser realizada rotineiramente. Na verdade ele ensinava que: quando o nascimento estava próximo, todas as mulheres deveriam ser (1) anestesiadas com uma substância que causava amnésia (para esquecer aquela horrível experiência do parto, a seguir (2) realizar uma grande episiotomia, (3) retirar o feto com auxílio do fórcipe e (4) suturar laboriosamente o períneo reconstituindo as condições ¿virginais¿ não esquecendo de dar o ¿ponto do marido¿.

Ao longo do tempo, sem nenhuma pesquisa científica para provar seus efeitos , passou-se a afirmar que a episiotomia protege o períneo, reduz o risco de incontinência urinária, cistocele (bexiga caída), retocele (frouxidão da vagina), que comparada com as lacerações espontâneas a episiotomia cicatriza melhor, sangra menos, dói menos, produz menos casos de dor às relações sexuais a curto e longo prazo e protege o encéfalo fetal especialmente dos prematuros (quanto mais prematuro, maior deve ser a episiotomia).

Em 1983 dois pesquisadores Thacker e Banta, publicaram uma revisão da literatura médica sobre episiotomia de 1860 até 1980, encontraram alguns bons trabalhos científicos. Concluíram que não havia evidências de sua eficácia, particularmente se usada como rotina. Na verdade havia evidências de que o desconforto e a dor eram muito maiores com a episiotomia e sérias complicações, inclusive o óbito materno, podiam estar relacionados ao procedimento. Terminaram seu trabalho recomendando que estudos científicos bem desenhados fossem realizados para avaliar a episiotomia.

Obstet Gynecol Surv. 1983 Jun;38(6):322-38. Related Articles, Links
Benefits and risks of episiotomy: an interpretative review of the English language literature, 1860-1980. Thacker SB, Banta HD.
The benefits and risks of episiotomy in labor and delivery as recorded in the English language literature in over 350 books and articles published since 1860 are reviewed and analyzed. Episiotomy is performed in over 60 per cent of all deliveries in the United States and in a much higher per cent of primigravidas. Yet, there is no clearly defined evidence for its efficacy, particularly for routine use. In addition, although poorly studied, there is evidence that postpartum pain and discomfort are accentuated after episiotomy, and serious complications, including maternal death, can be associated with the procedure. Therefore, carefully designed controlled trials of benefit and risk should be carried out on the use of episiotomy.

A partir daí (1983) inúmeros estudos foram realizados, acumulando evidências de que a episiotomia, dói mais, cicatriza pior, sangra mais, causa dor às relações sexuais a curto e longo prazo, tem um efeito negativo para a auto-imagem da mulher (sente-se mutilada), é um importante fator de risco para incontinência urinária (juntamente com o fórcipe), aumenta o risco de lacerações graves do períneo (incluindo ruptura do esfíncter anal), diminui a força muscular do períneo, pode complicar com hematomas e infecções e finalmente, não protege o encéfalo fetal.

Diversos estudos que avaliaram a força da musculatura perineal após o parto, demonstraram que mulheres que tiveram parto com episiotomia tem o pior resultado quando comparadas com parto sem rotura ou roturas espontâneas

Então nunca se deve fazer episiotomia? Não é bem assim, as evidências científicas mostram que não devemos fazer episiotomia de rotina, porém em alguns casos ela pode ser justificada. As indicações de episiotomia são: períneo rígido (pouca elasticidade) cicatriz muito fibrosa de uma episiotomia anterior, uso do fórcipe ou vácuo-extrator (é possível fazer parto a fórcipe ou vácuo-extrator sem episiotomia, mas depende de grande prática e habilidade), períneo muito curto (pequena distância entre a vagina e o ânus), sofrimento fetal grave em que o bebê tem que nascer imediatamente. O fato de ser primeiro filho não é indicação de episiotomia e o tamanho de bebê também não.

É incrível, mas todas estas informações estão disponíveis há mais de 20 anos, e em alguns lugares pratica-se a episiotomia em todos os partos.
Assim como o colo do útero, que dilata progressivamente, o períneo também deve dilatar devagar. Permitir que o período expulsivo ocorra naturalmente, sem puxos dirigidos é fundamental para reduzir as lacerações perineais. Portanto a mulher deve empurrar o bebê segundo sua vontade e não ser estimulada, empurrar a barriga por cima então , nem pensar.

A posição para a expulsão do bebê também deve ser considerada, a pior de todas é a chamada posição de litotomia (deitada de costas com as pernas apoiadas em perneiras) pois estica o períneo e favorece as lacerações.

Em resumo, à luz das evidências atuais, um parto em posição verticalizada ou lateral, permitindo a progressão lenta da cabeça do bebê, proteção do períneo, episiotomia somente em casos selecionados, deveria ser rotina e não exceção.

Ainda temos um longo caminho pela frente, mas cada vez mais estas informações vão sendo divulgadas e as taxas de episiotomia no mundo todo, incluindo o Brasil vem diminuindo, talvez lentamente, mas já é um começo.

sábado, 25 de julho de 2009

Mulheres trocam de médico para terem um parto normal


Também na última segunda feira (20.07) o mesmo Jornal Folha de São Paulo pubicou uma reportagem sobre mulheres de coragem e valentia que trocam de médico nas últimas semanas de gestação para terem preservados seus desejos e escolhas. Não é uma decisão fácil e nem a toa, mas para que o final seja por parto normal muitas vezes isto se faz necessário.


Quando engravidou pela primeira vez, Renata Rose, 35, que está grávida novamente, trocou de médico para garantir que sua opção pelo parto normal seria respeitada. "Era meu ginecologista há dez anos, mas, quando fomos conversar sobre o parto, ele começou falando que o melhor era planejar o nascimento antes de 36 semanas, pois uma outra paciente que preferiu esperar perdeu o bebê. Achei aquilo um terror desnecessário", conta.


No caso de Paula Vargas, 28, o médico foi mais direto. "Ele me disse que não fazia parto normal porque o plano de saúde pagava apenas R$ 500 pelo procedimento."Maria de Lourdes Teixeira, professora de ioga de Paula e Renata e que há 31 anos trabalha com gestantes, diz que as grávidas estão mais conscientes de seus direitos."Tenho conversado muito com as gestantes para não se colocarem numa posição de pacientes. Elas são clientes e têm direitos", diz.


Olivia Tolentino, 29, cujo filho nasceu no ano passado nos EUA, faz um relato diferente. Ela diz que a médica estranhou sua pergunta sobre o melhor tipo de parto."Ela me disse que a cesariana não era uma opção, mas uma indicação médica, e me alertou que o plano não pagaria o parto se eu fizesse cesariana apenas por vontade própria.


"Olivia diz que várias amigas ficaram grávidas ao mesmo tempo no Brasil. "Me surpreendeu que, no Brasil, todas diziam preferir parto normal, mas, por algum motivo, fizeram cesáreas."


Pesquisa da Fiocruz com 430 mulheres atendidas em hospitais particulares do Rio mostra que, no início da gestação, mais de 70% diziam preferir parto normal, mas apenas 10% conseguiram.


Aumento das Cesáreas


Na última segunda-feira o Jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem sobre o aumento das taxas de cesáreas na rede privada de saúde. É mais uma reflexão sobre o assunto. Vale a pena a leitura.


Aumento contraria iniciativas do governo para diminuir índice de cirurgiasNo ano passado, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianos; em 2004, a taxa era de 79%, e no SUS a taxa é de 31%

Apesar das iniciativas do governo federal para diminuir a taxa de cesarianas na rede privada, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) registrou aumento de 2004 a 2008.


No ano passado, 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde foram cesarianos. Em 2004, a taxa era de 79%. No SUS, essa proporção é de 31%. A Organização Mundial da Saúde recomenda máximo de 15%.


Além de ser um procedimento mais caro e que demanda maior tempo de recuperação, a cesárea acarreta mais riscos para a mãe e para o bebê.


Neste período de aumento na já alta proporção em planos de saúde, a ANS fez campanhas a favor do parto normal e passou a usar a taxa de cesarianas como um dos critérios de avaliação das operadoras.


A agência também incluiu no rol de procedimentos cobertos pelos planos a presença de uma enfermeira e de um acompanhante durante o parto, fatores associados a um aumento dos partos normais.Mas as ações ainda não surtiram efeito, e o país, em vez de se aproximar da meta de reduzir cesarianas, teve aumento.


Para Martha Oliveira, gerente da ANS, a taxa de cesarianas ainda não cai porque há vários fatores que influenciam a preferência de médicos, e até de gestantes, por essa prática."Os patamares ainda estão muito altos. É preciso mudar a cultura médica, a estrutura dos hospitais e até mesmo a formação dos profissionais para trabalharem com parto normal."Ela diz, no entanto, que há sinais positivos: "Há maior mobilização de mulheres e o CFM (Conselho Federal de Medicina) montou uma comissão para tratar da questão". José Maia Vinagre, coordenador da comissão de parto normal do CFM, reconhece que o percentual de cesarianas no Brasil foge do padrão.


Ele diz, no entanto, que não se pode colocar toda a culpa no médico. Em sua avaliação, é comum as gestantes preferirem a cirurgia, por acharem que o parto normal é mais doloroso. O ginecologista Thomaz Gollop, professor da USP, diz que as cesarianas aumentam não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e na Europa, porque a cirurgia é cada vez mais simples e muitas mulheres optam por ela. Os especialistas citam como motivo para o percentual ser tão mais alto na rede privada no Brasil o fato de que o parto costuma ser feito por um médico particular, que acompanha a mulher por toda a gestação.No SUS, e em outros países com taxas menores, é mais comum o parto ser feito por um plantonista.


Como o parto normal tende a demorar mais, o médico particular, muitas vezes, opta pela cesariana porque, assim, não precisa desmarcar um dia inteiro de atendimento em seu consultório.Por essa razão, Maia Vinagre diz que a comissão de parto normal sugeriu mudanças como o aumento da remuneração de médicos por parto normal e a criação de serviços de referência em hospitais privados. Esses serviços fariam o primeiro atendimento a gestantes em início de trabalho de parto. Maia Vinagre aponta ainda a formação médica como um dos entraves para reduzir cesarianas.


"Normalmente, as maternidades onde os alunos aprendem são de alto risco, com maioria de partos cesarianos."Gollop discorda neste ponto: "Nas faculdades brasileiras, também ensina-se o parto normal como a melhor via. O problema é a dissociação entre o que é ensinado e o que se pratica depois no setor privado."


sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Parto Normal está nos planos da ANS. E no seu?

Com o lema "O Parto Normal está nos Planos da ANS. E no seu?" a ANS lança mais uma campanha pela redução das Cesáreas desnecessárias. Veja abaixo os detalhes e como participar e dar o seu apoio.
"O slogan "Parto normal estáno meu plano" incorpora três idéias: a cobertura assistencial, oplanejamento da gestação e o protagonismo que cabe à mulher nesse momento.
Na nova fase da campanha, além de continuar promovendo o debate sobre o temajunto a prestadores de serviços e operadoras de planos de saúde, a ANS pretende enfatizar o papel central que cabe à mulher nessa decisão. Para isso, é importante a colaboração de gestantes que queiram dividir informações com outras mulheres grávidas. Se esse é o seu caso ou que alguém que você conhece, leia o texto abaixo.
O processo de gestação é um momento muito importante na vida da mulher. Alémdo corpo, hábitos e valores passam por grandes transformações. Nesse processo, as experiências vividas por uma gestante podem servir de apoio einspiração a outras na mesma situação. Por conta disso, gostaríamos de contar com a contribuição de servidoras ecolaboradoras da ANS ou de mulheres por elas indicadas como participantes da comunidade Amigos do Parto e autoras de um blog feito por e direcionado paragestantes, onde as experiências de cada fase da gestação, com todas as suas alegrias, surpresas, angústias e descobertas, possam ser narradas ecompartilhadas.
Além de apoiar outras mulheres, a gestante terá um espaço para se informar,organizar suas idéias e sentimentos, compartilhar vivências com familiares eamigos e também deixar um registro para que seu filho possa, no futuro,saber como foi a sua gestação.
Acompanhando os relatos das gestantes, o blog trará textos técnicos quepretendem desmistificar os temores em relação ao parto natural e informarsobre o melhor tipo de parto para cada situação e circunstância.Para colaborar entre em contato pelo email
nformando: nome, e-mail e tempo de gestação para mais detalhes.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Banho de Balde no Mais Você - Globo

Nesta última terça-feira, foi transmitida uma reportagem no programa Mais Você da rede Globo, sobre banho de balde. Além de mostrar alternativas saudáveis, agradáveis e práticas esta matéria exibiu um bebê muit especial para mim. Meu sobrinho Théo. O mascote da reportagem que na época estava com 58 dias.

Assistam pelo link. Vale muito a pena!

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1070809-7822-METODO+ALTERNATIVO,00.html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Encontro de Gestantes


Gostaria de convidá-los para mais um encontro de Gestantes lá no Núcleo de Yoga. É só chegar e se juntar a outros pais, mamães e bebês para um agradável bate-papo com muita troca e informações.

Começaremos as 19:30 nesta quarta-feira (17.06) na Rua Domingos Fernandes, 66 Trujillo - Sorocaba! A sugestão de tema para esta semana é: Tipos de Parto!

Qualquer dúvida entre em contato (15) 8112-0139


Te espero lá!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Doulas em Recife

Na última terça-feira, o Jornal Bom Dia Brasil da rede Globo, apresentou uma reportagem sobre as Doulas de Recife. Veja abaixo a matéria ou acesse pelo link: http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1187932-16020,00-VOLUNTARIAS+AJUDAM+MAES+A+TER+PARTOS+MAIS+CALMOS+NO+RECIFE.html

VOLUNTÁRIAS AJUDAM MÃES A TER PARTOS MAIS CALMOS NO RECIFE

Albertina da Silva, de 65 anos, teve 10 filhos, foi professora primária e não se conformou com a aposentadoria. Tia Bebé, como é chamada, dá expediente em uma maternidade pública do Recife, num ofício ainda pouco conhecido, mas que rende várias definições.

Pegar na mão, dar atenção, encorajar, fazer massagem e orientar as gestantes que esperam a hora de dar à luz são algumas das atribuições destas mulheres que receberam treinamento especial para atuar como doulas. A palavra doula vem do grego e significa "mulher que serve". Elas se dispõem a servir de forma voluntária. As doulas exercem um papel extremamente importante nas maternidades. São profissionais do carinho e do afeto.
Roberta chegou sozinha, chorando, com medo. Alguns minutos depois, com beijinhos, afagos e a massagem da Tia Bebé, ela está tranquila, fazendo exercícios para respiração...
Ao todo, 63 doulas ajudam as equipes médicas em três maternidades do Recife. Com elas por perto fica mais fácil fazer os exames, escutar o coraçãozinho do bebê, acompanhar melhor as contrações. Um apoio muito bem recebido, principalmente para as grávidas que não têm acompanhantes.
“È uma mãezona”, elogia uma grávida.
“O efeito prático é que a gente tem uma aceleração no desenvolvimento do trabalho de parto e automaticamente uma redução no número de cesáreas”, aponta a coordenadora da Saúde da Mulher do Recife Benita Spinelli.
“A gente passa uma segurança muito grande para elas. Basta pegar na mão”, conta a doula Salete Silva. Cercada de carinho, Maysa vem ao mundo de parto normal, com 2,8 quilos e 47 centímetros - a medida certa da felicidade.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CASA DE PARTO DAVID CAPISTRANO FILHO - RJ

A Casa de Parto David Capistrano Filho localizada em Realengo - Rio de Janeiro- vem funcionando há alguns anos a despeito da perseguição do CREMERJ. Este é um local onde muitas mulheres recebem atendimento adequado com orientação e pré-natal cheiro de apoio e carinho. Estas mulheres vem parindo seus bebês de forma mais humanizada e consciente em ambiente seguro.


Contudo, graças a insistência da categoria médica esta Casa de Parto foi fechada ainda que com resultados excelentes. Por este motivo, estamos realizando uma campanha de apoio a re-abertura desta Casa de Parto. Acesse o link abaixo e participe do baixo-assinado.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Encontro Hoje!!!


Hoje teremos mais um encontro de Gestantes, futuras gestantes e futuros pais!

Será as 19:30 no Nucleo de Yoga (Rua Domingos Fernandes, 66 Trujillo).

Tragam suas dúvidas, suas alegrias, suas impressões e venham compartilhar com a gente suas experiências.


Se lembrarem de alguém que este encontro possa ser importante fique muito a vontade de convidar a participar!

Estes encontros irão acontecer a cada quinze dias!!



Estaremos aguardando de braços e coração abertos!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

10 Passos para Evitar uma Cesárea Desnecessária




O Grupo de mulheres que participam da rede Parto do Princípio (mulheres em rede pela maternidade ativa) criaram um material de orientação baseado em 10 passos para evitar uma cesárea desnecessária. Estou compartilhando este maravilhoso material com vocês. Usem e abusem das informações que contém nele.




quarta-feira, 27 de maio de 2009

Cesariana: A Polêmica das Taxas II

Sobre o mesmo texto (Cesariana: A polêmica das Taxas) um outro médico obstétra atuante em Porto Alegre, Ricardo Jones, faz um breve comentário que quero compartilhar com vocês:
"...Analisem só esta parte interessante da argumentação do colega:"A primeira questão que deve ser combatida refere-se aos supostos malefícios da cesariana. Baseado nisto é que as políticas de saúde combatem o médico. Ele passa a ser o vilão do sistema por ser o único que pode realizar a cesariana. Se houver uma desqualificaçã o da cesariana, torna-se mais fácil desqualificar o médico. Para este objetivo, "armam-se" de dados e de estudos enviesados e, principalmente, de informações falsas."
RJ: O que eu acho curioso é que ele... tem razão.Mas a frase pode ser lida ao inverso: "Se houver uma exaltação da cesariana, do modo cirúrgico de ter filhos, torna-se mais fácil enxergar o médico como único capaz de assegurar a qualidade do atendimento à gestante. Para este objetivo os médicos armaram-se de dados, estudos inviesados e, principalmente, informações falsas." Ao argumentar contra a humanização do nascimento o colega desnuda o principal elemento que construiu no imaginário social a supremacia dos médicos, tornando-os os assistentes principais do parto: o recurso tecnológico, sem o qual seríamos "parteiras destreinadas" . Ineg;avel a importância da cesariana para salvar vidas, mas igualmente indiscutível o fato de que os médicos exageraram a sua importância (e uso) como forma de fazer valer seu recurso exclusivo: a cirurgia.
Outra afirmação que chega a ser engraçada:
"Prova disto é a total falta de importância a duas grandes questões que bastante influenciam as altas taxas de cesariana: processos judiciais, o que leva a uma medicina defensiva, e a violência das grandes cidades que leva a um temor de assistência a partos no turno da noite."
RJ: Na parte dos processos judiciais ele tem razão, e é nessa parte que se estabelece a conexão entre as responsabilidades da sociedade civil - pela forma como nascemos - e a parte do médico - como cuidador do parto. Somente teremos verdadeira humanização quando a sociedade como um todo realmente quiser. Enquanto os médicos humanistas forem vítimas de perseguição por valorarem o parto normal e por ajudarem mulheres a conseguirem seus sonhos de parto, seremos presas do modelo vigente, em que TODOS perdem. Perde a sociedade pelas aumentadas taxas de mortalidade materna e neonatal (sim, é verdade, apesar dos recursos retóricos do nobre tocólogo), e perdem os médicos por não conseguirem propiciar às gestantes o parto que elas sonham. Entretanto, a outra parte da argumentação parece piada... "Médicos fazem mais cesarianas por medo de serem assaltados".Ora... dava para escolher algo mais consistente. Parece que o nobre colega está tentando tapar o sol com a peneira.Mas e os médicos plantonistas, que JÁ estão no hospital? Porque fariam cesarianas em exagero?Olha... excesso de cesarianas deve ser debatido com mais seriedade, menos recursos desesperados e mais coerência.Em resumo:A humanização do nascimento está incomodando."
Ricardo Jones

Cesáreas: Polêmica das Taxas

No último mês de Abril, foi publicado no CREMERJ (páginas 8 e 9) um artigo comentando sobre a polêmica das altas taxas de cesareana com a autoria do Dr. Raphael da Câmara Medeiros Parente. Há muita divergência aos argumentos colocados por este profissional. Então optei por colocar aqui no blog o artigo na ítegra do Dr Raphael e a resposta do Dr Hugo Sabatino que foi publicado no site do Grupo de Parto Alternativo de Campinas (http://partoalternativo.blogspot.com/). Gostaria que vocês lêssem e opinassem sobre estas divergências.
O Artigo é muito longo, contudo vale a reflexão sobre os diferentes aspectos antes de definirmos nosso posicionamento. A letra em preto é do Dr. Raphael e a em azul do Dr. Hugo. Boa leitura!!!
"Atualmente, há uma forte campanha governamental a favor da humanização do parto e do parto vaginal. "
RESPOSTA: Esta informação é no mínimo incompleta e tendenciosa, já que as intervenções do governo Brasileiro para redução da cesárea começaram em 1979 com o pagamento igual de honorários médicos no parto vaginal e de cesárea do INAMPS. Continuando nos anos subseqüentes até nossos dias, pelo tanto esta campanha está cumprindo 30 anos , intensificada na era do atual Governador José Serra, quando ele era ministro da Saúde.
"Este conceito de humanização, há muito distorcido, é usado para retirar substancialmente o médico do atendimento obstétrico. Para isto, são divulgadas informações erradas e levianas de que os médicos são menos “humanizados“ que outros profissionais de saúde, que são os únicos responsáveis por altas taxas de cesariana com o objetivo único de preservar sua rotina e aumentar seus ganhos e que não respeitam a autonomia e o desejo das mulheres pelo parto vaginal. Vem sendo dito, inclusive, que o médico não sabe mais realizar um parto vaginal, dando a entender que esta capacidade somente é dominada pelas parteiras, enfermeiros, obstetrizes etc."
RESPOSTA: De fato o conceito de humanização é frequentemente interpretado em forma distorcida, inclusive pelo responsável deste documento, ao qual estou respondendo. Em várias publicações de nosso grupo na Universidade de Campinas, temos identificado, em casos de baixo risco, os seguintes pilares da Humanização: A) Respeito aos processos fisiológicos da Gestação, parto, puerpério e amamentação materna; B) Participação multiprofissional e interdisciplinares; e C) Respeito as costumes regionais e individuais do casal . Sem a presença destes três pilares não pode ser considerada a atenção ao nascimento de baixo risco, como humana. O problema é complexo porém bem claro para não abrir mão destes pilares. Realizar a finalização de uma gestação de baixo risco, mediante uma cesárea, sem causa médica que a justifique, ainda que esta seja a pedido da gestante (as indicações médicas estão identificadas claramente em todos os livros da especialidade), é uma conduta médica que não respeita os processos fisiológicos do trabalho de parto, parto e nascimento, por este motivo o procedimento cirúrgico realizado de forma desnecessária, deixa de ser um procedimento natural, humano ou fisiológico. Esta situação está bem explicada em todos os livros de texto da especialidade. Aquele profissional que não respeita este principio se coloca por em cima de este processo normal natural (humano), tentando com esta atitude superar este processo fisiológico, delicado, e bastante complexo que envolve qualidade de vida de duas pessoas e de uma família, Seria como pretender modificar fenômenos naturais como a saída do sol ou de um entardecer. O que podemos sim é participar ou assistir a esses fenômenos para sua contemplação com uma boa companhia, porém o que não podemos, ainda que sejamos profissionais competentes e inteligentes de ser capaz e melhorar esse processo. Em relação a querer melhorar o fenômeno do nascimento através de uma cesárea estou colocando a foto e comentário a este respeito, do eminente e respeitado Prof. Dr. Bussâmara Neme, matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo do dia 15 de Fevereiro deste ano. Pelo tanto aqueles médicos que realizam este procedimentos seguramente são menos humanos que aqueles que respeitam o processo fisiológico do nascimento em casos normais, e esta não é uma definição leviana e sim fundamentada na fisiologia do processo. O prestigioso pesquisador Holandês Pieter Eric Treffers (1996), na Guia de Maternidade Segura da OMS, nos informa que: “A Obstetrícia deve acompanhar a fisiologia. Intervenções cirúrgicas devem prevenir ou corrigir patologias e não aperfeiçoar a fisiologia”. Por outro lado todos os livros de cirurgia colocam a operação cesáreas como sendo “cirurgia de alto risco”, devido a que o cirurgião deve invadir o peritônio, aumentando com isto os riscos durante e após a cirurgia, sendo que no caso das cesáreas este risco se estende também a próximas gestações como o demonstram os estudos de Clark (1985).Estes dados demonstram claramente que desde o ponto de vista dos riscos as mulheres que são submetidas a cesáreas desnecessárias estarão sendo colocadas (sem causa) em próximas gestações a riscos que aumentam significativamente a padecer de um acretismo placentário, o que pode de fato ser muito difícil de corrigir, colocando a vida da mulher em um grupo de maior chance de morte (lamentavelmente esta informação não e transmitida as mulheres que solicitam cesáreas desnecessárias). Esta atitude de sonegar informação esta em conflito com o juramento Hipocratico que diz “Primeiro não fazer dano” (Primum non noccere).
"Para solucionar este problema, foi criado pela USP um curso de obstetrícia. Vocês leram bem: um curso de obstetrícia! Após quatro anos, o formando está apto a fazer partos vaginais. Este curso não tem nada a ver com a enfermagem. A primeira turma forma-se neste ano de 2008. O curso está vinculado à Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Espera-se com isto resolver a falta de formação médica para o parto vaginal. Não se deixem enganar! Tudo isto somente é difundido, e muito eficazmente, com o intuito de diminuir custos para os gestores e para favorecer determinadas categorias profissionais que vêm cada vez mais tentando tomar espaço dos médicos. Louve-se o trabalho que vem sendo realizado pelo Professor Ricardo Oliveira, Conselheiro do CREMERJ, que mobilizou obstetras da FEBRASGO e que agora tem enfrentado a questão junto ao CFM, ANS e MS. O grande problema é que os médicos, durante muito tempo, deitaram em “berço esplêndido”, achando que nada aconteceria com eles e permitiram que vários argumentos infundados passassem a ter status de verdade absoluta, tornando atualmente a defesa deles como politicamente incorreta. Ou tomamos uma atitude agora ou não demorará o dia em que o médico será proibido de realizar um parto vaginal, restando para ele tão somente a cesariana de emergência e todas as suas implicações legais." RESPOSTA: Estes conceitos eminentemente protecionistas da profissão, não tem nada a ver do que realmente é melhor para a Mãe e seu Filho independentemente de quem atende o parto. Por outro lado podemos concluir que aquele médico que tem medo de ser substituído por uma parteira, mereceria ser substituído, já que para humanizar o atendimento ao parto assinalamos que deve ser multidiciplinario, e trabalhar em equipe para o bem do binômio mãe - filho. A forma de o médico trabalhar em conjunto ou em parceria com as parteiras e realizada na maioria dos países que tem formas de atendimentos a população com grande benefícios tanto para a Mãe, seu filho e a própria sociedade (tenho em meu poder uma extensa bibliografia que certifica esta afirmação e a coloco a disposição, incluindo o último livro eletrônico publicado em 2007 sobre atenção ao nascimento de baixo risco).
"A primeira questão que deve ser combatida refere-se aos supostos malefícios da cesariana. Baseado nisto é que as políticas de saúde combatem o médico. Ele passa a ser o vilão do sistema por ser o único que pode realizar a cesariana. Se houver uma desqualificação da cesariana, torna-se mais fácil desqualificar o médico. Para este objetivo, “armam-se” de dados e de estudos enviesados e, principalmente, de informações falsas. Cometem a maior leviandade que é a de associar a mortalidade materna com altas taxas de cesariana, dando a entender mais uma vez que o médico é o responsável pelas mortes de nossas mulheres."
RESPOSTA: A prática de cesárea com diagnostico médico correto, é uma das formas mais efetivas e humanas de poupar vidas maternas e perinatais, existem um numero grande de trabalhos que o demonstram. Este aspecto do atendimento em casos de risco tanto para a mãe como para o seu filho não entra em esta discussão (existe abundante bibliografia ao respeito). O que este documento mais uma vez trata de confundir, misturando as cesáreas realizadas com indicação médica (com risco) com as cesáreas sem indicação médica (sem risco ou desnecessárias). Existem dados que mostram que uma mulher com cesárea desnecessária tem sete vezes mais risco de morrer quando comparada a partos vaginais. E tem aproximadamente 35 vezes mais chance de ter uma complicação durante, após a cesárea e em partos subseqüentes. (os trabalhos que certificam, estes dados estão em meu poder). Acaba de sair uma publicação aonde se demonstram aumento da incidência de complicações de endometriosse após a realização de cesáreas bem sucedidas. Por outro lado este senhor não coloca trabalhos que certifiquem o contrario, ou seja que mostrem as verdadeira vantagem (que não sejam econômicas) para a mãe e seu filho quando a finalização da gestação e realizada a través de uma cesárea desnecessária.
"Mortalidade materna não tem nada a ver com taxas de cesariana e sim com condições de saúde que faltam no nosso país por recursos insuficientes e pela corrupção endêmica. Entidades governamentais, em sua campanha pela redução de cesarianas ditas desnecessárias, relatam dados que são absolutamente enviesados e manipulados, dando a entender que a cesariana é muito mais perigosa que o parto vaginal. Isto não é verdade."
RESPOSTA: Neste ponto novamente o citado Sr. trata de confundir com comentários tendenciosos ao misturar políticas de saúde com aumento das complicações das cesáreas desnecessárias que se realizam numa classe social privilegiada, aumentando com isto custos de atenção que poderiam ser utilizados para melhorar essa políticas de saúde em classes sociais menos privilegiadas. Temos dados científicos (estão em meu poder), realizados por pesquisadores de renome e por Instituições internacionais (OMS) que demonstram a associação maior de mortes materna em casos de cesáreas desnecessárias, ignorar estes dados e no mínimo irresponsabilidade profissional.
"Como exemplo, temos que foi divulgado que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios que aqueles que nascem com 40 semanas. Além de não ser dada a fonte deste número absurdo, deixa-se entender que a cesariana é a responsável por isto e não o motivo que levou à cesariana. Repete-se à exaustão que o parto vaginal é mais seguro para a mãe e o bebê, só que não há evidências indubitáveis disto. A questão passou a ser tão complexa que, só em discordar desta afirmação, o médico torna-se politicamente incorreto. Relata-se que hemorragia e infecções no pós-parto são mais comuns na cesariana e alguns estudos mostram exatamente o contrário. Provavelmente, alguns, ao lerem esta informação, vão até se espantar, mas isto é resultado desta desinformação que vários setores vêm realizando de forma sistemática."
RESPOSTA: Este senhor dá informações sem citar as fontes, motivo pelo qual não é possível manter um dialogo científico e sim uma mera transmissão de informações supostamente favorecedoras de uma conduta no mínimo anti-natural. Por outro lado podemos apresentar inúmeros trabalhos que mostram os malefícios de cirurgias mal sucedidas em casos de gestações de baixo risco, porem não temos trabalhos que nos mostrem o contrario, ou seja os benefícios (que não sejam econômicos) de cesáreas desnecessárias. Não é verdade que as cesáreas tem menos infecções e menos hemorragias. Em casos das infecções lembrar que o cirurgião de uma operação cesárea, tem que invadir peritoneo (membrana que protege ao organismo exatamente desta possibilidade), situação que esta preservada em um parto natural.
"O governo reiteradamente afirma que outra causa destas altas taxas de cesariana ocorre por comodidade dos médicos e por estes convencerem as gestantes a realizarem a cesariana. Sem dúvida, podemos afirmar que vários destes fatos ocorrem por causa dos formuladores de políticas de saúde não terem qualquer trato com a realidade obstétrica, mas sim somente com estudos e com metas a serem traçadas. Prova disto é a total falta de importância a duas grandes questões que bastante influenciam as altas taxas de cesariana: processos judiciais, o que leva a uma medicina defensiva, e a violência das grandes cidades que leva a um temor de assistência a partos no turno da noite. Ao mesmo tempo, esquecem ou não sabem que várias das cesarianas são solicitadas (quando não exigidas sob violência) por gestantes e/ou familiares. Somado a todos estes fatores, temos ainda a superlotação dos hospitais com impossibilidade de correto acompanhamento dos partos pela falta de profissionais."
RESPOSTA: Aquele profissional que coloca em risco a seguridade de seu paciente com medo de uma ação judicial o por medo de sair de noite, não deveria exercer a profissão de parteiro e sim de uma profissão que ofereça a segurança que ele pretende. Deixando para profissionais preparado(a)s, que realizem o atendimento do nascimento com segurança, sem necessidade de cirurgias perigosas.
"A meta da OMS de 15% de cesarianas é citada constantemente por todos os gestores e propagadores do parto vaginal, mas não dizem que ela foi traçada há mais de 20 anos baseada em taxas de países com baixa mortalidade materna. Se fosse traçada baseada nos mesmos parâmetros, atualmente, seria maior. Esta meta foi traçada em 1985, na ensolarada Fortaleza, belíssima capital do Ceará, por cerca de 50 pessoas que incluíam enfermeiras, parteiras, obstetras, pediatras, epidemiologistas, sociólogos, psicólogos, economistas, administradores de saúde, mães, donas de casa, etc. Baseados, exclusivamente, no fato de que os países da época que tinham as menores razões de mortalidade materna terem taxas de cesariana próximas a 10%, arbitraram que nenhum país deveria ter taxa maior que 15%. E desde então, esta taxa é propagada aos quatro cantos, esquecendo-se que, atualmente, todos os países tiveram aumento em suas taxas de cesariana, não havendo mais praticamente nenhum dentre aqueles que têm as menores taxas de mortalidade que atinjam estes valores. Sabe-se que populações de alto risco necessitam de taxas maiores, mas isto não é levado em conta. Estudo recente, que dá uma luz nesta questão, avaliou taxas de cesariana de 119 países dividindo-os por baixa, média e alta renda. Demonstrou que entre aqueles de baixa renda, quanto menos cesariana, pior a mortalidade neonatal, e entre aqueles de alta renda, quanto mais cesariana, menor a mortalidade neonatal (Althabe et al., 2006). Os resultados foram estatisticamente significativos." RESPOSTA: Esta associação realizada em forma simplista, mais uma vez trata de confundir, já que a mortalidade tanto materna como perinatal esta associada a um numero grande de variáveis e não somente a incidência de cesáreas, principalmente em classes sociais menos privilegiadas. Mesma situação em classes privilegiadas aonde historicamente as complicações são menores não pela realização de cesáreas e sim pela condição social. Estudos apresentados no Simpósio Internacional sobre Cesáreas realizado em Campinas em 2002 deixam claro esta situação com demonstração em vários trabalhos da associação de aumento de cesáreas e aumento de risco materno e perinatal.
"O mesmo ocorreu em relação à mortalidade materna nos países de baixa renda. Nos de média e alta renda, não foi encontrada nenhuma associação. Este estudo, se bem analisado, sugere que estas taxas atuais que os governos propagam podem não ser as mais adequadas. No mínimo, necessita-se de uma nova discussão sobre este tema."
RESPOSTA: Este senhor ignora que nos anos 1982 e 2002 foram realizadas na Cidade de Campinas (SP) dois Simpósios Internacionais para tratar destes temas aonde foram referendadas as cifras de incidência de cesáreas as taxas de mortes maternas e as complicações das mesmas em casos de cesáreas de baixo risco, estas conclusões estão em meu poder e as coloco a disposição.
"Questão que, para nós brasileiros, não pode ser desprezada é a heterogeneidade de nosso país que engloba áreas compatíveis com as mais desenvolvidas do mundo e outras similares aos países mais pobres do planeta. Casas de parto são tratadas como solução dos problemas para redução de cesarianas e da mortalidade materna. Tentam passar a idéia de que elas são muito seguras, o atendimento é humanizado, já que não é realizado por médicos, e as vontades da gestante são atendidas, como a presença de um acompanhante. O que não dizem é que quase não há partos nelas, há presença de vários profissionais para cada gestante e que, mesmo assim, pelas não são seguras. Não há estudo que ateste a segurança das casas de parto. Mais grave que isto é o movimento crescente a favor do parto domiciliar. Como grande vantagem deste sistema de parto, temos o gasto nulo para o governo. Obviamente, que isto em tese, porque as complicações desta política terão que ser arcadas no futuro. A grande questão é que o evento mortalidade materna é raro e compensa para o gestor assumir o risco."
RESPOSTA: Novamente estamos frente a informação tendenciosa e com conhecimento incompleto sobre o tema. As casas de partos apresentam cifras de atenção ao parto e segurança satisfatórias, a não presencia do médico se deve a proibição de Instituições corporativistas. Este senhor ignora os trabalhos do eminente Obstetra já falecido Prof. Galba Araújo, com cifras de mortalidade materna e perinatal menores as obtidas no Estado de Ceara, com atendimento de partos simplificado e por parteiras tradicionais. Caso se interesse por este magnífico trabalho que percorre o mundo a través da Fundação Kellog, encontra se no livro Medicina Perinatal da editora da Unicamp de Campinas (SP). Por outro lado um 15% dos partos realizados em Brasil são atendidos por parteiras tradicionais em locais de difícil aceso e em regiões aonde não existe atenção médica institucional.
"O objetivo deste texto é mostrar dados que estão sendo divulgados erroneamente pelos defensores da gradativa retirada do médico da assistência obstétrica, usando para isto a necessidade da queda das taxas de cesariana, e mostrar evidências contrárias ao que é divulgado para o início de um debate não maniqueísta em que o médico não seja o vilão. Por outro lado, temos que defender o direito daquela gestante que deseja o parto vaginal, tê-lo com a máxima segurança, caso possível. Para isto, o foco não deve ser a redução de custos (embora em saúde o custo seja um importante fator que não se pode deixar de levar em conta), mas sim o de realizar o acompanhamento do trabalho de parto e o parto vaginal com segurança. Indefensável neste ponto é o fato de vários colegas médicos “inventarem” diagnósticos para realizarem a cesariana. Sabemos que isto ocorre por impossibilidade de se escrever o real motivo que seria o pedido materno. Portanto, esforços devem ser feitos para legalizar a entidade da cesariana por pedido materno."
RESPOSTA: Estas manifestações são tendenciosas, arbitrarias e inverídicas já que existem enumeráveis casos de mulheres grávidas sem risco que procuram cada vez mais locais e médicos ou mesmo parteiras que tem como norma o parto natural, devido a que seus médicos falam abertamente que não realizam esse tipo de atendimento e sim propõem abertamente uma cesárea desnecessária. Para confirmar estes argumento e possível acessar os links na internet que tratam destes temas tanto no Brasil como no mundo todo.
"Como comprovação do que escrevemos, gostaríamos de apresentar alguns trechos extraídos do livro da Agência Nacional de Saúde (ANS) lançado em 2008: “O modelo de atenção obstétrica no setor de saúde suplementar no Brasil: cenários e perspectivas”. Este livro aborda vários aspectos da assistência obstétrica com o claro objetivo de alavancar o parto vaginal, usando-se de estudos vários de conceituadas revistas científicas. O grande problema é que a análise dos resultados é, muitas vezes, feita de forma equivocada, levando o leitor a falsas interpretações: • ...assim os médicos se opuseram à intervenção das parteiras, alegando ser a gravidez uma doença que requer o tratamento de um verdadeiro médico. • Estabelece-se então um modelo médico de assistência à gestação e ao parto que trata o corpo da mulher como uma máquina defeituosa, baseado numa série de crenças, idéias e maneiras de pensar próprias de toda uma categoria de profissionais, constituindo o que poderíamos chamar de modelo médico de saúde. • Os serviços de obstetrícia submetem as mulheres a uma série de rotinas que constituem um rito de passagem para a maternidade: separação das pessoas “normais” que continuam suas vidas fora do hospital, ficar a cargo de instâncias que estão fora de seu controle, realização de investigação e exames que envolvem a exploração de suas partes mais íntimas por homens desconhecidos e sujeição a métodos inquietantes e muitas vezes dolorosos os quais ela não deve recusar porque são feitos “para o bem do bebê”. Somente após estes ritos de isolamento e humilhação, a sociedade a reabilita como mãe. • O incremento da cesariana é claramente responsável pelos péssimos resultados obstétricos. • “Se quisermos mudar a humanidade, temos que mudar a forma de nascermos”. Estes trechos são emblemáticos e mostra muito bem como a questão do parto está sendo tratada. Com argumentos sofistas, falsas evidências e manipulação de resultados científicos. Nós, médicos, devemos nos preocupar em assistir ao parto e a oferecer o que há de mais seguro na manutenção da saúde integral da mulher: o direito de ser atendida no momento mais belo de sua vida por pessoas qualificadas para este momento tão sublime, com todo o carinho e atenção, mas também preparadas para resolver qualquer intercorrência que pode tirar dela, inclusive, a vida."
RESPOSTA: Esta última frase do autor coloca em evidência todo o referido anteriormente, já que o médico deve estar preparado para corrigir “intercorrências” e não para realizar condutas que a podem aumentar como é o caso de realizar sem causa médica, cirurgias de alta complexidade e passíveis de provocar inúmeras complicações. Podemos concluir que o parto por via vaginal em gestações de baixo risco e o mais seguro (não existem evidencia científicas do contrario) e que as cesáreas desnecessárias devem ser evitadas por vários motivos algum deles estão colocados resumidamente a continuação:
• MAIOR MORTALIDADE MATERNA
• MAIOR MORBIDADE DURANTE E APÓS O PARTO
• MAIOR RISCO EM GESTAÇÕES POSTERIORES
• MAIOR MOLESTIAS PÓS OPERATÓRIA
• RECUPERAÇÃO MAIS LENTA QUE O PARTO VAGINAL
• AMAMENTAÇÃO RETARDADA
• ANTECEDENTES OBSTETRICOS DESFAVORAVEIS
• MAIOR COSTOS
CONCLUSÃO: 1.- A Obstetrícia assiste a dois pacientes, e um deles não pode manifestar seus desejos 2.- Não temos evidência de que a cesárea seja mais segura que o parto vaginal. 3.- Os riscos das cesáreas estão muito diminuídos e não devemos duvidar em recorrer a ela si fosse necessário 4.- Porem não parece lícito recorrer a ela sem indicação contrariando as leis da fisiologia 5.- Como se justifica se surge um problema no caso de cesárea sem indicação médica? 6.- Somente uma correta informação servirá para esclarecer as duvidas. Para certificar estas conclusões estamos colocando frases celebres colocadas por pesquisadores de ambos sexos que tense destacado sobre este tema:
MARSDEM WAGNER
“A CESAREA DESNECESSÁREA É O SIMBOLO DA DESHUMANIZAÇÃO DO PARTO”
MIRANDA DODWELL
“SE FAZEMOS ACREDITAR AS MULHERES QUE A CESÁREAS E MAIS SEGURA, CERTAMENTA A PEDIRÃO”
SUSAN BEWLEY
“AS MULHERES TEM LOGRADO, NA ULTIMA CENTURIA, IMPRESIONANTES ÉXITOS HACIA SUA INDEPENDENCIA, POREM TEM PERDIDO CONFIANÇA NO SEU CORPO. E SEUS TEMORES CONDUCEM A CESÁREAS ELETIVAS, QUE CERTAMENTE NÃO E A SOLUÇÃO ADEQUADA” ESTHER VILELA “DEVEMOS TRANSFORMAR A RELAÇÃO DO PODER EM RELAÇÃO SOLIDARIA”
Para finalizar concluímos estas respostas com as seguintes afirmações: “DEVEMOS TRANSFORMAR AS AMBIÇÕES DO METODO DE PARTO CONVENCIONAL, O PESADELO DAS CESÁREAS DESNECESÁRIAS. EM UMA REALIDADE DO PARTO HUMANIZADO” Para maiores informações sobre as vantagens do parto natural ver Trabalho ganhador do premio da ABRAMGE em 2007 e do livro: Atención al Nacimiento Humanizado – Basado en Evidencias Científicas Campinas (SP), 2007 (em Espanhol)
Dr. Hugo Sabatino
e-mail:hsabatino@uol.com.br

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Hospitais Violam Direito a Acompanhante

Ontem, foi publicada no Jornal Folha de São Paulo uma reportangem sobre hospitais que não cumprem o direito de mulheres de terem Acompanhante no pré-parto, parto e pós parto. Vale estar atento a este direito e inclusive levar a lei impressa no ato da internação. Estas ações ajudam para garantir que nosso direito se faça cumprir.
Vale a leitura!
Hospitais violam direito a acompanhante
"Instituições descumprem lei federal que garante à mulher o direito de ter companhia de sua escolha durante o parto. Pesquisas sugerem que, se está acompanhada, a mulher sente menos dor e caem os índices de cesáreas e de depressão pós-parto. A administradora Sydharta Cavalcanti, 33, que teve sua filha, Luana, sem a presença do marido, Anderson Sousa, 30, em SP.

Quatro anos após entrar em vigor a lei que garante à mulher o direito de ter um acompanhante no parto, vários hospitais brasileiros ainda negam essa possibilidade às gestantes.
A lei, válida para todo o país, afirma que os serviços ligados ao SUS são obrigados a permitir a presença de um acompanhante -indicado pela parturiente- em todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e o Ministério da Saúde, a regra inclui partos via convênio médico e do setor privado. Há um ano, uma resolução da Anvisa reforçou esse direito.Na prática, não é o que acontece. A pedagoga Thaís Stella, 32, é uma das que tiveram o filho sozinha contra a vontade. Seu marido, Antonio Araújo, 32, foi com ela ao Hospital Sorocabana, em São Paulo, mas teve que ficar na recepção. "Parecia que eu ia ser presa. Tive que entregar tudo, até meus óculos. Tenho oito graus de miopia, nem consegui ver meu filho quando ele nasceu."Antonio só ficou sabendo do que estava acontecendo depois que João nasceu, assim como os outros pais presentes, conta Thaís. Só pôde ver a mulher e o filho na tarde seguinte, no horário de visitas.
Quando terminou o horário de visitas, Thaís "implorou" ao marido que não saísse. "Estava me recuperando de uma cesárea, com dor, lutando para amamentar. Não conseguia cuidar bem do meu filho."Ele chegou com a lei do acompanhante impressa e disse que não sairia de lá. Após muita resistência, segundo Thaís, acabou ficando -e a outra paciente que dividia o quarto com ela pediu ao marido que voltasse e ficasse também."Deu para ver que era uma prática comum lá. Eles não têm nem cadeiras para os acompanhantes", diz a pedagoga, que ainda não obteve resposta para a reclamação que fez na ouvidoria do hospital.
Benefícios à saúde pesquisas sugerem que diversos indicadores melhoram com a presença do acompanhante no parto: a mulher sente menos dor, o bebê nasce em menos tempo e mais saudável, diminuem os índices de cesáreas e de depressão pós-parto e há três vezes menos chance de morte materna.
"O cidadão brasileiro já nasce com seu direito desrespeitado. É um vexame", diz Simone Diniz, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).Em uma pesquisa com 1.673 mulheres que tiveram filho pela rede pública, ela constatou que quase todas querem ter um acompanhante e que muitas sabem da lei. "Elas não exigem porque têm medo de retaliação, de serem mais maltratadas."Diniz diz que, mesmo quando o parto é de risco, o acompanhante não atrapalha o médico. "E, para o bem-estar da mulher, é melhor que ela tenha alguém em quem confia do seu lado."Hospitais afirmam que, como há várias mulheres por quarto, a presença de um acompanhante do sexo masculino pode atrapalhar a privacidade das pacientes.
Mas, segundo Lena Peres, coordenadora da área de saúde da mulher do Ministério da Saúde, um levantamento em um grande hospital mostrou que, em 10 mil partos, só houve três problemas com o acompanhante. "A lei é contundente: o hospital tem que oferecer essa possibilidade à mulher.
"Ela diz que foi dado um prazo de seis meses para que os serviços se adaptassem e que o Ministério tem recursos para ações como colocação de biombos, cortinas e poltronas.
Marta Oliveira, gerente-geral técnico-assistencial de produtos da ANS, diz que, se a enfermaria não comportar o acompanhante, o hospital deverá se organizar para fazer isso.
No caso dos planos de saúde, é obrigatório deixar o acompanhante com a mulher no mínimo por 24 horas após o parto. Para o SUS, não há período definido -mas, segundo Peres, dura todo o tempo de recuperação da mãe. "Pai não é visita."Não foi o que aconteceu com a administradora Sydharta Cavalcanti, 33, que teve sua filha, Luana, hoje com um ano e dez meses, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Além de não permitirem que seu marido ficasse com ela no pré-parto e no nascimento, ele só pôde vê-las horas depois, no período de visitas.
"Era um sonho dele estar lá. Ele pediu, mas achou que no SUS não havia esse direito. O parto não foi mais mágico porque ele não estava", diz ela."
FLÁVIA MANTOVANIDA

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nosso Encontro hoje!

Mães, Futura Mãe, Pretensa Mãe e Pais
Não se esqueçam do nosso encontro hoje (20.05) no
Núcleo de Yoga (Rua Domingos Fernandes, 66 Trujillo - Sorocaba).
às 18hs 30mi para conversarmos sobre
Doula, Yoga para Gestantes e Massagem para nossos Bebês
e o que surgir no caminho.
Aguardo vocês lá!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Em Posição de Escolher

Encontrei este vídeo no youtube sobre o direito da mulher de escolher a posição que quer parir. É um vídeo engraçado e que nos faz refletir sobre o assunto. Acesse o link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=XfXASwSq72M&feature=related

Aproveitem!

domingo, 10 de maio de 2009

Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento


"Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento, uma Iniciativa da Alliance Francophone pour l’Accouchement Respecté (AFAR) desde 2004 .
Este ano o tema abordado será “O aumento das taxas de cesáreas no mundo”, e o slogan original da Parto do Princípio não poderia ser mais adequado: “Pelo fim das cesáreas desnecessárias, por uma nova forma de gestar, parir e nascer”.
A exposição visa incentivar a escolha segura e consciente da via de parto, preservando o vínculo afetivo mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Além de cerca de 30 fotos e seus cartões explicitando os mitos que rondam o parto em questão e que seriam motivo para uma cesárea possivelmente mal indicada , usaremos banners para divulgar a Rede, expôr os riscos da cesárea para mãe e o bebê e atentar para altas taxas de cesárea nos hospitais brasileiros.
A exposição acontecerá simultaneamente em várias cidades. Para saber mais, visite o site da Parto do Princípio."

terça-feira, 5 de maio de 2009

Momento Mães!!!

Parto de Gente e Núcleo de Yoga convidam você: mãe, futura mãe, possível mãe e todos os interessados para um encontro. Será um bate-papo tranquilo, agradável e esclarecedor sobre:
DOULA, YOGA PARA GESTANTES E
MASSAGEM PARA BEBÊS
Dia 20.04
Horário 18:30
Núcleo de Yoga
Rua Domingos Fernandes, 66 Trujillo - Sorocaba
Inscrições e informações: (15) 3232-2565
Espero você lá!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Exercícios Durante o Trabalho de Parto

A matéria registrada na Folha de São Paulo no último dia 23 sobre os exercícios praticados durante o trabalho de parto reduz as chances de dor e de cesárea, além de reduzir o tempo foi muito bem escrita. Contudo, vale ressaltar que este acompanhamento à gestante, que segundo a matéria pode ser realizado por fisioterapeutas, também pode ser feito por uma doula que é uma profissional especializada no atendimento à mulheres no pré-parto, parto e pós parto. De qualquer forma vale a indicação e leitura da reportagem.

Exercitar-se na hora do parto reduz chance de cesárea e dor
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"Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.

No SUS, a taxa de cesáreas é de 28% e na rede privada e suplementar chega a 90%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o índice seja de, no máximo, 15%.
Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercícios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercícios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do períneo e coordenação do diafragma.
A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto -de 11 para 5 horas. "Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico." No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.
No Brasil, exercícios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em países como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.
Segundo Bio, os exercícios remetem à livre movimentação que, no passado, a mulher tinha em casa durante o parto. "Temos que estimular as habilidades do corpo da mulher para o parto, prevenindo traumas no períneo, levando a uma vivência menos dolorosa, resgatando a poesia do nascimento."
Segundo ela, os procedimentos fisioterápicos preconizam a participação da mulher em todo o processo de parto, com a livre escolha de posições durante as contrações.
O obstetra Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que o estudo é benfeito (prospectivo, randomizado e com um número significativo de voluntárias). "Tudo o que estimula responsavelmente o parto normal é bem-vindo num país com altíssima incidência de cesárea."

Para ele, o ponto principal do trabalho foi ter mostrado que o acompanhamento fisioterápico retarda a necessidade de analgesia, diminuindo o tempo do trabalho de parto.
Na opinião de Renato Kalil, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz, o mérito do trabalho de Bio é ter "colocado no papel" a eficácia dos exercícios. "Minhas pacientes fazem isso há 22 anos, mas ainda são exceções. Na maioria dos hospitais, a grávida fica deitada esperando a hora da cesárea."
Ele pondera que o trabalho não consegue demonstrar de que forma ocorre o relaxamento provocado pelos exercícios. "Um médico adepto da cesárea diria que seria preciso medir os impulsos elétricos do músculo para comprovar o relaxamento. Mas, na prática, sabemos que a movimentação funciona."

Você também pode acessar esta reportagem pelo link:

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Corte Tardio do Cordaão Umbilical Reduz Índice de Anemia

Vejam só uma pesquisa realizada pela Secretaria da Saúde de São Paulo, alerta que o corte do cordão umbilical tardio aumentam o índice de Ferritina no sangue dos bebês. A reportagem pode ser acessada pelo link http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=103286 ou você pode ler na íntegra abaixo:
Corte tardio do cordão umbilical pode ser "vacina" contra anemia

"Estudo da Saúde aponta a relação entre o tempo de clampeamento e a saúde do bebê no primeiro ano de vida .

Estudo realizado pela Secretaria da Saúde, por meio do Instituto de Saúde, aponta que crianças que tiveram o clampeamento (corte) do cordão umbilical ao menos um minuto após o nascimento possuem nível de ferritina superior àquelas que tiveram o cordão cortado imediatamente ao nascer, reduzindo o risco de desenvolver anemia no primeiro ano de vida. O estudo levou em consideração casos de 224 crianças de uma maternidade da Zona Sul da Capital nascidas de abril de 2006 amarço de 2007.

Dessas, 115 tiveram clampeamento tardio (cerca de um minuto após o parto) e 109 tiveram o cordão umbilical cortado logo após o nascimento. A taxa de ferritina encontrada nas crianças com clampeamento tardio foi de 123,15 nanogramas por ml de sangue contra 105,5 nanogramas por ml de sangue nas demais crianças.

Os bebês foram avaliados aos três e seis meses de vida quanto aos níveis de ferritina (estoque de ferro) e hemoglobina. Os níveis de ferritina na criança são fortemente influenciados pelo volume corpóreo total de ferro ao nascimento.

As práticas obstétricas, principalmente no momento do clampeamento do cordão umbilical, podem afetar o volume de sangue transferido da placenta para o recém-nascido e, consequentemente, o volume total de ferro.

"O principal objetivo do estudo é mostrar que aguardar apenas um minuto antes de cortar o cordão umbilical pode ajudar posteriormente na saúde do bebê e esse tempo não vai afetar nem a mãe nem a criança", avalia Sônia Venâncio, coordenadora do estudo.

A anemia infantil pode provocar diminuição da capacidade cognitiva, distúrbios comportamentais, falta de memória, baixa concentração mental, déficit de crescimento, diminuição da força muscular e da atividade física, além de uma pré-disposição a doenças infecciosas."

Da Secretaria da Saúde

sábado, 25 de abril de 2009

Casas de Parto

Vejam essa discussão sobre a viabilidade das Casas de Parto:
"Reuniu-se nesta quarta-feira (22), em Brasília, a Comissão do Parto Normal com a presença da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e dos conselheiros federais que são componentes da Comissão. A pauta constou da discussão da RDC 36 da Anvisa
<http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2008/040608_1_rdc36.pdf> , que regulamenta o funcionamento dos Serviços de Atenção Obstetrícia e Neonatal e permite o funcionamento isolado das Casas de Parto no pais o que o CFM não considera necessário e não vê conveniência nisso.
Essa discussão vinha acontecendo já há algum tempo e a Anvisa enviou oficialmente ao CFM uma resposta sobre as questões colocadas pela Comissão e se comprometeu a criar uma Comissão para revisão da Resolução. O CFM reivindica junto a Anvisa a participação nessa comissão de revisão da resolução.
O Brasil tem hoje 11 Casas de Partos, sendo que cinco destas estão isoladas.O CFM e a Febrasgo entendem que estas Casas devam ser acopladas a Hospitais.Segundo o coordenador da Comissão em Defesa do Parto Normal, José Fernando Maia Vinagre, a assistência a obstetrícia precisa ser supervisionado por médicos. "Os partos podem gerar emergências médicas. Estas Casas precisam estar preparadas com técnicas cirúrgicas, de acordo com a necessidade da gestante", defendeu Vinagre.
A Comissão também irá marcar audiência com o Ministério da Saúde paradiscutir a Portaria 185/1999, que também regulamenta as Casas de Parto. O grupo ainda discutiu o "Projeto de intervenção para redução de cesarianas desnecessárias no Setor Suplementar de Saúde", elaborado pela Comissão, e que será apresentado na próxima Sessão Plenária do CFM. O projeto envolve além dos médicos obstetras e pediatras, outros profissionais de saúde e também as operadoras e hospitais. Caso o projeto seja aprovado pelo Pleno do CFM, será colocado em prática com o máximo de brevidade."

Fonte: CFM

terça-feira, 21 de abril de 2009

Parto em Casa - Pesquisa

Vejam uma pesquisa que foi realizada na Holanda comparando a viabilidade do parto em casa e parto no hospital. Esra pesquisa foi publicada pela Pais&Filhos (15/04/09). Vale a pena!


Parto em casa é tão seguro como no hospital

"Um estudo holandês que envolveu 530 mil partos demonstrou que, para as grávidas de baixo risco, dar à luz em casa é tão seguro quanto dar à luz no hospital.

Os investigadores avaliaram, sobretudo, os riscos para o bebé e verificaram que o número de mortes e de complicações foi igual em ambos os locais.

«Concluímos que para as grávidas de baixo risco em princípio de trabalho de parto é tão seguro parir em casa com uma parteira como num hospital com uma parteira. Estes resultados vêem reforçar a necessidade de políticas que encorajem as mulheres saudáveis a escolherem o local de parto», afirmou Simone Buitendijk, uma das autoras do estudo, citada pela BBC.

Na Holanda, o parto em casa é bastante vulgar e corresponde a um terço dos nascimentos. Por outro lado, a Holanda está entre os países da Europa onde morrem mais bebés durante o parto ou imediatamente após o nascimento. Pensava-se que a elevada taxa de mortalidade dos bebés poderia estar relacionada com o facto de nascerem em casa, mas este estudo veio acabar com esse mito.

Simone Buitendijk destaca ainda que o mais importante é que a grávida seja seguida durante o parto por uma parteira altamente especializada, que perceba quando é necessário o transporte para o hospital e que o consiga fazer rapidamente.

Este foi o maior estudo realizado até agora sobre este tema e as conclusões foram publicadas no British Journal of Obstetrics and Gynaecology. "

sábado, 11 de abril de 2009

Psicose Pós-Parto

Foi divulgado pela BBC em 11/02/09 um estudo que mostra que o risco de psicose pós-parto é maior em mulheres que tem seu primeiro bebê após os 35 anos de idade. Veja o reportagem abaixo:

"Mulheres que engravidam pela primeira vez a partir dos 35 anos de idade têm maior risco de sofrer de psicose pós-parto, segundo estudo divulgado na terça-feira pelo Instituto Karolinska da Suécia. No estudo, os pesquisadores concluíram que esse grupo de mulheres tem uma probabilidade 2,4 vezes maior de desenvolver psicose pós-parto nos primeiros 90 dias após o nascimento do bebê, em comparação com mulheres mais jovens.
"O risco de psicose aumenta consideravelmente em relação ao nascimento do primeiro bebê, tanto para mulheres saudáveis como para aquelas com histórico de distúrbio psiquiátrico (anterior à gravidez)", disse Unnur Valdimarsdottir, um dos cientistas envolvidos na pesquisa.
Segundo os especialistas suecos, a psicose pós-parto é bem mais rara do que a depressão pós-parto, mas pode provocar sérias consequências para a mãe e o bebê.
O estudo do Instituto Karolinska comparou os dados de 750 mil mulheres suecas que deram à luz seu primeiro filho entre 1983 e o ano 2000.
Os pesquisadores descobriram que 892 dessas mulheres foram hospitalizadas com distúrbios psicóticos dentro dos 90 dias posteriores ao nascimento de seu primeiro bebê. Quase metade delas (436 mil mulheres) apresentou sinais de psicose pela primeira vez na vida.
A pesquisa concluiu que o risco de desenvolver a psicose é significativamente reduzido após os primeiros 90 dias.Os cientistas deram atenção particular às mulheres que não possuíam histórico de doenças psiquiátricas antes da primeira gravidez.
"Sabemos, através de estudos anteriores, que mulheres que apresentam uma condição psiquiátrica anterior à gravidez têm maior probabilidade de desenvolver a psicose pós-parto", disse Valdimarsdottir. "Nosso propósito, neste estudo, foi identificar fatores que aumentam o risco de psicose pós-parto em mulheres que não possuem um histórico de hospitalização por causas psiquiátricas", acrescentou ele.
Os cientistas indicaram que fatores como o peso maior do bebê e diagnóstico de diabetes na mãe têm correlação com um grau mais reduzido do desenvolvimento de psicose pós-parto.
Mas, segundo os pesquisadores, será preciso realizar novos estudos para compreender melhor outras prováveis causas para a condição, como as alterações hormonais durante o parto.
Também conhecida como psicose puerperal, a psicose pós-parto é uma forma mais grave de depressão, em que a mulher tem delírios ou alucinações que podem levá-la a machucar a si mesma ou ao bebê.
Os parentes precisam ser alertados, pois existe risco de vida para mãe e filho. Este quadro exige atenção médica imediata, e o aleitamento materno não é recomendado.
Estima-se que a psicose pós-parto atinja de 1,1 a 4 mulheres a cada mil nascimentos no mundo."

Leia mais no site da BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/02/090211_psicosepartoml.shtml

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Banho de Ôfuro para Bebês

Banho de ôfuro ou balde para bebês é uma excelente dica para acalmar os pequenos. No início, muitos bebês não gostam dos banhos convencionais nas banheiras por serem muito movimentados e também com posições mais desconfortáveis. Nesse caso o banho no balde é uma alternativa inteligente, agradável e recomendável. Vejam só a reportagem sobre este assunto que foi publicada na globo.com no dia 18/01/09
Link: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL948612-5598,00-MAES+RECORREM+A+BANHO+DE+OFURO+PARA+ACALMAR+BEBES.html


Mães recorrem a banho de ofurô para acalmar bebês

Criança fica imersa em balde para reproduzir posição uterina.Água deve cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora.

Rafael, de 4 meses, toma banho de ofurô desde o primeiro mês de vida. O nascimento e a chegada repentina a um mundo completamente diferente pode não ser tão agradável para todos os bebês. Então, nada melhor do que um banho quentinho que lembre a barriga da mamãe. É isso o que propõe o ofurô para bebês: um banho dado dentro de um balde, com o bebê imerso e na posição vertical. “No útero da mãe o bebê estava na água, encolhido e acolhido, com o calor da mãe, e a banheira tradicional deixa esse bebê com a barriga para cima, que é a posição mais desagradável. A proposta do ofurô é fazer com que ele resgate um pouco o que sentia na barriga da mãe e se acalme”, diz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama). Segundo o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Correa, o banho de ofurô não tem contraindicação e pode ser dado em bebês de qualquer idade, desde o seu nascimento. “O banho só traz benefícios para a criança e é um grande estímulo pela relação que o bebê tem com a água”, diz Correa.

A fisioterapeuta Regiane Albertini de Carvalho, mãe de Rafael, de 4 meses, recorre ao banho desde que seu filho tinha apenas 1 mês. "O Rafael já é uma criança calma, mas ele gosta muito do banho. Costumo dar o banho convencional e à noite, antes de dormir, o banho no balde para que ele se acalme e brinque um pouco", diz ao G1.

Regiane conheceu o banho por meio da indicação de uma amiga e hoje recomenda. "Utilizo um balde especial, que é feito com um plástico mais resistente", afirma.

Como deve ser o ofurô

Os pais devem aquecer a água entre 37 e 38 graus, na quantidade suficiente para cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora da água. Corrêa recomenda que o bebê esteja enrolado em um tecido limpo para reproduzir a posição em que a criança ficava no útero. Outra dica do especialista é que o banho seja realizado, se possível, no escuro e em silêncio. “Esse é um banho em que os pais devem estar atentos o tempo todo e o bebê pode ficar no balde até que a água comece a esfriar. É importante que a mãe apoie a cabeça do bebê durante o banho”, diz Ana Cristina. Segundo ela, por estar sempre assistido pela mão, o bebê pode inclusive dormir durante o banho.

Maternidade ativa

Ana Cristina afirma que a manternidade ativa, defendida pelo Gama, é um conceito que diz que os pais precisam fazer escolhas conscientes sobre tudo o que diz respeito ao bebê. "É importante que os pais façam pesquisas para fazer escolhas conscientes para a vida de seus filhos, porque nenhuma escolha é 100% garantida ou perfeita", diz.